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Mostrando postagens de maio, 2021

Homo-Christus

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"Tudo que você pensa ser maior que você é o que te aprisiona." Essa é a minha Filosofia de vida culminada na maior libertação do meu Ser. Cresci sendo alvo de piadas maldosas de adultos pervertidos e inveja do meu cabelo por parte dos coleguinhas doutrinados e formatados aos padrões heternormativos de cabelo não parecido ao meu, sendo ele preto e liso e minha expressão. Na época corte "cogumelo" ou "tigelinha " era bem popular, mas na minha circunvizinha era exótico, fora dos padrões. Com expressões femininas e masculinas fui um choque à uma família conservadora aculturada religiosamente judaico-cristã. Sorte minha foi ter pais de natureza fraternal o que suavizou minha manifestação existente, pois já ficava claro para meus pais que não "vira" gay e sim nasce, mesmo não me sexualidando, afinal era uma criança...ou seja, mesmo com indícios ao menos não devemos sexualizar crianças. Bombardeados de comportamentos heteronormativos, desde ...

4 dias com Nathália

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Quase 2 séculos reunidos somado em idade das artistas, e boa parte prestados à arte, uma no Teatro e a outra na Música Clássica. Nathália Timberg e Clara Sverner recitam as cartas de Frédéric Chopin e suas composições. Nathália 88 anos na época, brilhante e grandiosa com figurino de Miko Hashimoto,  agregada ao cenário básico porém sofisticado: poltrona e um criado mudo de Chris Aizner. Esbanja emoção por vezes, embargando a voz com cartas do Chopin. Clara ao seu piano de 8 caudas, - no dia da estréia toca como de costume: brilhante, mesmo com a morte do seu marido após 60 anos de união no dia da estréia. Em cada toque, a cada nota, sua emoção e habilidade no seu outro casamento a música com piano em oposição a reverência do seu espírito silencioso, mistura técnica e controle emocional, intencionado a agilidade em dedos longos, à sua curta estatura. A união de dois grandes clássicos reais encarnados, revivendo outro clássico que por sua vez Chopin é, suas ca...

Clô

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"Uma serpente maquiada" foi a primeira impressão ao entrar no teatro e deparar com uma mulher dançando com vestido vermelho lindo, próximo ao microfone. Sim, mulher! O ator Silvero Pereira passa bem longe "fetiche do travestismo'' explorado por Freud e Lacan. Embora, os termos: ' um homem vestido de mulher maquiado ' o caracteriza na mais rasa ignorância coletiva. Em poucos minutos a descaracterização começa embalado de um hit angústia e suas emoções vividas por todos os nomes de travestis e transexuais citados, cuja abordagem faz parte da estética contemporânea da sociedade, direcionado de maneira inteligente por Jezebel De Carli. Br-Trans comove o público não somente por uma sonoplastia bem elaborada, mas por presença da iluminação simples e oportuna direcionado a temática de cada ato da peça coordenado por Silvério, nas mudanças de personagens e seus codinomes escritos manualmente ao seu corpo e verbalizando a história de cada pesso...

Inserção

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Após tomar um delicioso chá, com total referência ao universo inglês de não menos qualidade ao da rainha, o texto e direção de Ailton Guedes, indaga as memórias emotivas do personagem e do ator, tornando híbridas a respeito de Oscar Wilde: sua vida, sua luta e seu legado, muito bem orientado por Luiz Fernando Marques, vulgo Lubi. Longe de parecer clichê a referência da luta e hoje também comercial LGBTQ+. O santista Ailton Guedes percorre os caminhos de Oscar Wilde, trazendo a esse monólogo criando um ambiente cotidiano e íntimo a princípio - não só pelo chá.  A cenografia simples de Heron Medeiros e confecção de figurino ligeiramente clássico de Waldir Corrêa com uma dose de feminilidade ao seu salto 15 centímetros do ator não menos baixo, usa.  Fica claro a percepção em dimensões de realidades "piscianas"-signo do ator Ailton, tratando o universo homossexual, com doses excitantes nas singelas palavras advinda por uma direção discreta a paixão por Wil...

Gênese

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Iniciando meu curso de teatro, afirmando minha auto expressão como artista. Comecei absorver de modo consciente histórias dos artistas consagrados e sua inteireza.  Como sempre fui uma esponja, minha Psique sempre foi empática em grau elevado. Por coincidência as entrevistas do extinto " Gente de Expressão " foram as que eu mais gostava, desde do tom e as perguntas capciosas e a naturalidade das respostas aprofundando assuntos pertinentes, fazendo refletir a razão de cada pensamento, filosofia ou simplesmente a ideologia dos artistas ao expressar sua verdade. De tanto mirar na absorção das consciências artísticas, acabei acertando na Bruna Lombardi, sua empatia e jeito único de conduzir a entrevista, uma palestrante. Mas só tive a certeza após chegar no Rio. Como todo artista brasileiro acredita existir o maior Pólo Audiovisual presente no Rio de Janeiro (não está errado), consegui uma grana e fui cheio de sonhos e com uma força sobrenatural para a cidade que 2 anos a...