Gênese
Como sempre fui uma esponja, minha Psique sempre foi empática em grau elevado. Por coincidência as entrevistas do extinto " Gente de Expressão " foram as que eu mais gostava, desde do tom e as perguntas capciosas e a naturalidade das respostas aprofundando assuntos pertinentes, fazendo refletir a razão de cada pensamento, filosofia ou simplesmente a ideologia dos artistas ao expressar sua verdade. De tanto mirar na absorção das consciências artísticas, acabei acertando na Bruna Lombardi, sua empatia e jeito único de conduzir a entrevista, uma palestrante. Mas só tive a certeza após chegar no Rio.
Como todo artista brasileiro acredita existir o maior Pólo Audiovisual presente no Rio de Janeiro (não está errado), consegui uma grana e fui cheio de sonhos e com uma força sobrenatural para a cidade que 2 anos anteriores tive um "despertar" e quase levou minha morte. Parafraseando Belchior: " ano passado eu morri mas esse ano eu não morro".
Coragem e atitude atrelado a vontade de vencer, sempre foram as marcas onde passei e as deixei. Com isso, não seria um trauma mortífero que me colocaria medo. Rs
Chegando no Rio em época de carnaval a cidade fica extremamente cara, e ouvíamos falar das primeiras notícias do Covid 19. Como eu não fui com esse intuito de curtir carnaval, não fiquei temerário. Honestamente, acabei indo a 02 blocos servindo de guia turístico aos meus hermanos latinos que conheci em hostel onde me hospedara na estigmatizada cidade do Carnaval.
Antes de acabar completamente a grana fui ao Projac e logo me deparei com a segregação de portões: dos Figurantes e do Artistas. E algo dentro de mim não permitiu que eu entrasse ao portão dos anônimos - não menos importantes, voltei no dia seguinte. Retornando ao bairro isolado, aluguei uma vaga em uma república situada a 800 metros da Rede Globo, composta de figurantes e atores. Para alugar precisei vender o celular que tinha comprado pois só receberia a preciosa ajuda da minha mãe 1 semana depois. Imagina ficar quase 10 dias sem celular e tendo abdicar do seu telefone, que tinha acabado de comprar.
Já cheguei no local cheio das típicas confusões de repúblicas onde sobrou até pra mim... O fato é, naquele lugar conheci histórias incríveis, desde a linda modelo mineira Amanda ao lindo rapaz, loiro de olhos verdes com sobrenome Mancini. Porém sem a grana da charmosa " famiglia Mancini " e a rua que leva o cobiçado nome em São Paulo.
E lá sem tantas alternativas, me coloquei a disposição de então começar por portão dos figurantes, pois seria literalmente - ou não, a porta de entrada. Pensei: " tudo é um começo, a minha luz me levaria a contato e oportunidades".
Mas....
O consenso entre eu e a galera ali moravam, nas nossas intermináveis ceias modestas, no qual eu fazia o meu famoso pão e bebendo o café do rapaz de sobrenome italiano citado anteriormente. Chegamos a uma conclusão, uma vez eu entrando por aquele portão de figurante, nunca mais seria respeitado e olhado como artista. Sem contar a história ser velha, todos estavam lá de 05 a 07 anos fazendo figuração e não receberam a oportunidade da Juliana Paes, exemplo de ter iniciado como figurante. E no meu caso somava um agravante, a minha personalidade.... Todos sabem que embora possuo simpatia, habita em mim personalidade forte ! Cedo ou tarde teria um mal estar com algum diretor ou produtor devido a falta de tato e gentileza. Corria o risco de fechar as portas na "poderosa emissora" e seus escalonamentos que constituem o quadro de funcionários globais.
E agora o que fazer? Sem grana, sem celular e uma pandemia vindo em nossa direção...
Lockdown....
Minha mãe optou por voltar a Brasília após 06 meses em São Paulo. O meu irmão mais novo estava aterrorizado com as notícias e minha irmã, no segundo mês após ser contratada foi demitida, com argumento da pandemia e o fechamento dos comércios.
Vivíamos os últimos meses da venda da casa da minha mãe e dentro dessa pouca prestação, minha mãe conseguiu manter 6 pessoas e 1 bebê em 3 estados diferentes.
Mas eu não podia voltar sem nada, a experiência valeu mas e aí? Voltar sem nenhuma alteração orgânica? Somado ao agravante retorno à São Paulo sem minha família?
Percebendo minha história ser só uma entre mais de 30, o número pessoas que ali viviam e eu conseguia contar. Meu instinto de tirar aquelas pessoas da zona de conforto gritou dentro de mim.
Não tinha recurso algum, apenas uma imensa vontade de produzir. E de tanto ouvir histórias, notei uma habilidade adquirida no tom da Bruna Lombardi. Me comunicando com todos da casa em pouco tempo, integrando todos na comunhão quando fazia o pão, e conseguia tirar a essência das pessoas e suas tantas histórias e revelar o Eu verdadeiro atrás do ego. E por ironia, figurantes possuem um ego enorme. Talvez por respirar o mesmo habitat das estrelas globais, ou até mesmo não relatar a má forma que são tratados atrás da ribalta, por tal constelação citada. Mas convivendo a primeira opção é + coerente. Os egos que convivi, são como "pedrinhas pequenininhas" disfarçados de humildade e despretensão, isto é, imperceptíveis.
Sem gravações, aquela galera estava ociosa e só bebendo na pracinha em frente a casa todos os dias. Decidi gravar, contando as histórias por meio de entrevistas e para minha surpresa, somente 03 artistas toparam, os motivos pressuponho. Na gravação de 3 pilotos, com ajuda do meu amigo Guina Coelho me dirigindo. Compreendi não ser característico meu, a extrema necessidade de "grande produção" para um projeto embrionário, onde me custava um esforço homérico desconectando minha frequência e independência. Então voltei para São Paulo, com a pouca mobília restada, deixado por minha mãe.
+ uma peneira na minha vida...
Explodiram as lives, ali encontrei uma oportunidade em fazer o meu sonho agora em nova roupagem, da nova era agora: digital. A primeira convidada claro, foi a modelo e figurante dos tempos de república de artistas em ascensão. Amanda Walker topou e fizemos novamente, dessa vez virtual. Recebi inúmeros feedbacks positivos dos próprios convidados, o que mais pesou apoio da minha mãe e irmãos.
Continuei fazendo roteiros diários em uma maratona de meses. Quando vi, estava fazendo entrevistas com doutores ícones do Teatro: como Isaac Bernat, ficando claro a fusão de consciências artísticas semeando a palavra naqueles que ali assistem. Assim como aconteceu comigo nos meus momentos etéreos da audição Gente de Expressão.
A Live tendenciosa ao programa, me fez exprimir essa ideia para uma outra relação de afinidade. Mayara é libriana, me ajudou a refinar a idéia conceitual, onde eu mesmo havia dito em inúmeros áudios sobre esse "Momento de Expressão" sendo citado, porém não havia concebido ser o próprio nome do programa.
Ela é uma ótima atriz mas não era Designer e Editora de vídeo, mas como toda boa libriana é bem relacionada. Pessoas contribuiram na execução da elaboração da criação da arte conceito do meu programa sem eu conhecer.
A arte ficou linda, mas como todo trabalho precisa ser remunerado ! Nessa pandemia me impossibilitou de bancar os editores de vídeo como o Caio Medrado, chegando editar alguns recortes.
Qual recurso eu tinha e poderia me servir ?
- A criatividade ! Bingo ! E todo artista possui...
Pensando não poder editar a imagem dentro dos programas e máquina necessária (pois estou sem computador), fui para plataforma do Spotify com o Podcast do meu programa, onde a arte eu poderia fazer e áudio poderia extrair sem preocupação com a edição de vídeo.
Senso estético forte comprovados em um período no curso de Designer de interiores. Criei a arte da divulgação simples mas nasceu.
A contribuição da locutora Patrícia Barbosa, enriqueceu minhas chamadas no Instagram, do teaser editado por mim com sua bela voz.
Entrevistas com Flávio Galvão, Nívea Maria, Cláudio Manoel, entre outros. Reforçaram a cada "Momento de Expressão" precisava ser melhor, superando a expectativas em criatividade no cruzamento das informações em cada roteiro , abordagem de temas relevantes e pesquisa profunda, evitando ser leviano como pilar da minha audiência.
Neste período de 01 ano me tornei editor de vídeo, Designer Gráfico e fiz workshops de jornalismo e sua conduta ética para cada edição criada. Acreditem, ética é fundamental.
Atualmente sigo com a curadoria do meu canal do Youtube usando ainda recursos mínimos, mas com muita vontade de criar e autoproduzir.
" Anda com fé eu vou que a fé não costuma a faiá " 🎶
Quem disse foi o próprio Deus, expressado no Gilberto Gil ✨💙
Sintetizando toda minha história com o Momento de Expressão e sua Gênese:
Resgatando a auto expressão da sociedade com histórias inspiradoras contadas em entrevistas por artistas do Cotidiano e Famosos.
Pois com a história do outro nos ajuda a compreender o mundo e a nós mesmos e perceber que possuímos uma auto expressão.
Assista no YouTube ou ouça no Spotify enquanto realiza as atividades diárias, certamente alguma história irá conectar você com sua identidade artística.
Fomentando portanto, a liberdade do indivíduo ao se expressar, ter consciência de si e cooperando para uma sociedade com propósito.
Conheça mais sobre a Iniciativa criada por mim Bruno Finazzi, com este Programa de Incentivo a Cultura no Instagram @brunofinazzi

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