Roteirista
Desde criança tenho sonhos proféticos, sonhos que anunciavam circunstâncias ou me alertava de perigos e a todos a minha volta.
Lembro-me de um sonho que tive quando criança onde perguntava para um anjo, cadê minha mãe? Ele fazia cara de triste, como se ela não estivesse mais aqui. Eu começava a chorar em desespero, acordava dizendo que minha mãe iria morrer. Naturalmente como uma mulher religiosa na época, temente a Deus, minha mãe, não exitou ao dizer o que o meu dever era orar repreendendo, como ela fazia sempre de costume com sonhos ruins.
O fato é que no dia seguinte, ela estava em um círculo de oração de pessoas desconhecidas no qual foi visitar uma igreja e foi revelado pela profetisa do local que naquele dia Deus estava fechando a sepultura da minha mãe.
E assim cresci com uma consciência de que deveria me atentar para meus sonhos, pois é o dom que mais fico em alerta quando se manifesta.
E desde o meu processo de despertar a minha consciência crística, venho anotando todos sonhos que tenho, desde os mais confusos aos mais claros dos significados. Com data e máximo de descrição possível, para sempre lembrar e compreender futuramente.
Ano passado, foi um ano de vitória. Com isso, não fica isento eu dizer que foi difícil monetizar dentro da arte, em um ano pandêmico. Mas consegui já no final trabalhar duro, porém ganhando pouquíssimo, mas a oportunidade de passar mesmo como figurante em Comercial de marca de cerveja com pouco cachê para receber em 35 dias em 4 diárias, já era o céu, para quem passou tempo querendo viver da arte.
A troca de moeda era notório, juntava grana para viajar e pagar hospedagem. Em troca, recebia o mesmo valor para pagar as despesas e no máximo voltar para Brasília e assim segui.
Em Dezembro de 2021 retornei para Brasília, para me regenerar devido a terceira dose da vacina, no qual quase morri com as reações. Mas sim, tomei todas as doses, inclusive.
Nos preparativos para a ceia de Natal, só ficamos com nosso núcleo familiar, afinal só queríamos sobreviver aquele ano.
Eu fico muito pensativo e em espírito de oração nessas datas, pois sei que Deus me presenteia de uma maneira especial em todos os momentos que fico mais introspectivo. Ali é o momento de muita conexão e eu enxergo os milagres diários.
Eu agradeci a monetização mínima que já estava obtendo, mas pedi para Deus um presente de natal diferente. Eu pudesse ser realmente monetizado por minha arte e pudesse ser reconhecido, o então "sucesso comercial". Embora a figuração contribui para o todo, é muito desvalorizado o cachê, principalmente para o portfólio que estava construindo, queria notoriedade para ser reconhecido como artista.
Na madrugada do dia 23 para o dia 24/12/2021,
" Eu sonhei que entrava na casa de uma amiga e lá tinha um livro que abria como um portal para um velho índio com cabelo grande e grisalho, e ele me dizia para eu escolher como seria reconhecido. E me dava opções para escolher em forma de pulseiras/brincos/amuletos, com escritos. Eu escolhi Cinema brasileiro, mostra de curtas e citava o filme, Brasília 18% " um filme da Malu Mader com o cineasta Nelson Pereira dos Santos e ele me dava o amuleto. "
Acordei na madrugada e rapidamente abri meu bloco de notas e escrevi o sonho.
No dia seguinte, contei para minha mãe que na sua reticências, não falou nada. E eu empolgado com o sonho comecei a explicar que era no Cinema meu caminho. Lembrei que meu primeiro contato com a arte não foi Teatro, e sim um workshop de atuação para cinema em Brasília com a cineasta Mallu Moraes Torres. Lembrei também, que vivi um affair com um produtor mencionado em outros posts, cuja a sua formação era em Cinema na NUCT em Roma. Lembrei ainda, meu deslumbramento ao pensar que seria a primeira opção de ator no filme "Tons de Clô" - vide a publicação "Clô" onde relato minha relação com Clodovil Hernandes. Não sabendo minha ingenuidade, nessa indústria do audiovisual e seus interesses.
Desde o sonho em forma de presente de Deus dado para mim, fiquei em alerta quanto aos sinais sobre a temática, " Cinema " na minha vida.
Entramos em 2022, pandemia seguiu e a velha mediocridade irresponsável da sociedade sobre o tema e tomamos todas as doses com o Brasil dividido sobre o assunto. E eu no velho hábito da troca de moeda, procurando receber um salário digno para ter minha residência e privacidade.
Em Maio de 2022 recebi um Link de uma colega para me matricular em um curso gratuito da multiartista Adriana Câmara de Roteiro de Cinema, localizado na Lapa na Biblioteca Clarice Lispector, um lugar no mínimo mágico.
No primeiro dia, já me identifiquei com aquelas pessoas, eu havia encontrado minha "tribo".
É algo muito abstrato de falar, mas é sobre as cores de um grupo, e cada um tem o seu.
No teatro é aquela cor da diversidade política, tolhida, onde todos são "Querido, Amado e não poderia me esquecer do clássico: MARAVILHOSO" os adjetivos, para relação líquida uns com outros na rede social.
Mas fechando esse arco sobre a "política" do meio artístico, finalizei meu curso que só na penúltima aula consegui entender de forma clara e exequível a elaboração do Roteiro de Cinema.
Elaborando o roteiro do meu filme no curso, escolhi falar sobre Fama, Humor, Espiritualidade, Ecologia e claro índios.
Na busca do nome do personagem central e que seria o nome do longa, pesquisei nomes indígenas de homens e veio o nome de um mito de um povo que é intimamente ligado a um dos meus arquétipos de personalidade.
O sonho com índio que tive no natal do ano passado e todos os caminhos que me trouxeram ao Cinema, me fez entender o propósito com minha auto expressão e com esse povo que relato no roteiro que em breve o mundo irá conhecer.
"E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. " - Joel 2:28
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