E aí arte, qual é a sua?
A palavra "slam" é uma onomatopeia utilizada no inglês pra representar algo como um bater de palmas, e é o nome dado as batalhas de poesia que se espalham Brasil que surgiram nos anos 1980 nos Estados Unidos. Inclusive muitos chamam de “esporte da poesia falada”.
Informação educativa à parte, o que está contido nos versos é que chamou atenção de uma silenciosa classe artística que vive romantizando a vida e o que é viver da arte. Controverso para uma classe que procura e necessita dos holofotes e dos palcos para poder propagar-se.
Mas o medo e a romantização de vida artística que bate a porta quando está sendo ferido seu mais legítimo "status quo" que é o principio da vida basicamente.
Esse medo não bateu a criadora do slam que atraiu fãs e viralizou nas redes. Ela cita nos versos:
" você mal paga minhas contas e eu seguro as pontas..." em outros versos ela é mais taxativa ainda: "Não me aceita em edital dizem que é normal os 'playboy' paga pau, mas não me paga um real.."
Ela trouxe verdade e voz para milhares de artistas sobreviventes silenciosos com medo de contestar e ferir seu ego. Proferindo falar que tudo "é maravilhoso" "todEs são amados" "QueridEs" - Eu esqueci mais alguma expressão ? rs
Já fazem 4 anos, que despertei minha consciência artística e citei como Storytelling - Termo usado no marketing - todo meu processo e construção de um artista e o quanto foi espiritual meu chamado com a arte e com a cultura.
Mas cultura não me chama...
" E aí arte qual que a sua? "
Um dia após meu post, citando meus versos da diva do slam, fui para Conferência Nacional de Cultura em Brasília que estava sem existir há 10 anos devido às transições de governo que houve nos últimos tempos.
Um grandioso evento, a nossa ministra e artista mais política como nunca. Só se ouvia:
"ole ole ola, lula, lula....." Aliás bem lembrado, o nosso presidente assim como as principais cabeças que detém o poder da cultura como o Banco do Brasil e milhares de empresários e suas autarquias estavam lá.
Entrei como pessoa convidada e vi o quanto o circo já estava armado para fomentar a campanha política dos anos seguintes. Afinal esse "fomento de Cultura" possui um alto preço de barganha. Reafirmar o político que mais apoia sua cultura.
Em termos, pois tem sido falácia até o presente momento, verbas não são liberadas tão facilmente, para nós que somos iniciantes que só sabemos o preço a pagar com nossas vidas para se viver de cultura no nosso que agora está sendo mais amado do que nunca, o Brasil.
O evento alem dessas celebridades sorridentes e orgasmáticas contava com inúmeros delegados de cada estado. O Setor Hoteleiro Norte ficou abastecido e milhões foram pagos só por hotelaria.
Usando exemplo como Ceará, estado pequeno foram 60 delegados que foram contemplados em seus municípios que se fizeram presentes com todos presentes no evento.
No Rio Grande do sul foram outros tantos e boa parte também estava presente.
E Brasília, ah Brasília....
Foram 40 delegados que recebem leis de incentivo de Estados e Municípios ou seja, verbas duplas em editais, nos dias que estava presente foram apenas 10 delegados ou secretários dos mesmos.
Conheci os delegados desses Estados citados, fui atrás posteriormente ao "Jovem de Expressão" um projeto que conta com mais de R$1.200.000 em verbas que inclusive é da minha cidade de origem, para me unir e fomentar a cultura digital. O eixo que eu me meti para assistir e ver as tomadas de decisões no qual eu pertenço, pois não queria só gritar:
"ole ole ola, lula, lula....." Queria fazer valer o investimento e a oportunidade de estar nesse evento que na minha ingênua cabeça seria um marco para novas gerações e a cultura digital.
Quando falo inocente,e repito,foi com as inúmeras propostas enviadas desde à CUFA, 'empresários', 'o Jovem de Expressão, donos de produtoras e agora delegados de outros estados, somados aos 4 anos que estou nesse processo.
Mas...
" E aí arte qual que a sua....."
A arte tem os seus, é prostituída, desde o mais artesanal teatro, ao dono do prostíbulo que é o audiovisual. E não me foi oferecida ainda a barganha, pois sabemos que há e todo tipo.
Política ? Sim, nossos fomentadores da cultura vivem disso, pois é conveniente aos milhares de milhões que são distribuídos em suas gordas contas.
Fazendo assim, uma não quebra desse cacoete, repetindo, repetindo e construindo novos bárbaros que a nossa salvadora democracia cria.
Por fim, ainda não me frustrei por completo, pois o artista precisa de toda frustração possível para ter 'calos e nada doer mais do que já tenha doído'- ouvi isso do Amir Haddad.
Mas esses calos e a falta de parceria honesta para uma equidade não só em falácia, mas em percentual me faz ter cada dia mais sequelas e acreditar somente em mim.
Como tem sido desde o início...
Contei por uma vez ou outra com pessoas quando estava em São Paulo e não sabia o caminho para chegar nos castings, e a fome bateu na minha porta...
São os amigos ?
Talvez e vou deixar por vocês que leem o blog decidirem. Amigos ou pessoas "querendo ajudar" demonstraram nocivos e queriam se apropriar do meu projeto usando minha mídia kit e conseguindo patrocinadores e querendo que eu fosse roteirista do seu Podcast, utilizando dos meus próprios recursos na captação.
Hoje eu já sei qual é a da arte, mundo cheio de egos, egoístas e narcisistas embriagados dos dinheiros públicos e que adoram gritar "ole ole ola, lula, lula" pois convém !
E os nossos grandes artistas seguem calados, falsamente humildes, monstrificados esperando a oportunidade de poder levar vantagem com cachês homéricos nas tão poucas oportunidades que ele faz acontecer com 'malandragem' para viver, quando recebem o convite para algo, pois foi assim que fora ensinados. E outros não considerados tão grandes nessa cadeia segue além de calados, recebendo gorjetas com cachês e prazos para 30, 60 e até 75 dias para receber.




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