" Gol do Brasil "

Gooooool do Brasiiiiiil !

Ontem nas redes sociais parecia final de copa do mundo, brasileiros eufóricos e felizes com a uma conquista. E o verdadeiro espírito nacionalista tomou conta de todos inclusive até de quem é a favor da ditadura e acredita na solução do Brasil com a intervenção militar - Ironico não ?
Há tempos não se via uma torcida tão orgulhosa por ser brasileiro, que uniu gregos e troianos com o resultado do Globo de Ouro. Protagonizado por suas talentosas atrizes do mundo e uma das vencedoras é brasileira meu amor !
Ela superou Angelina Jolie que fez o que Marília Pêra já fez há anos e melhor lá atrás com Callas. Nicole Kidman que foge de ser um típico produto de Hollywood e as espetaculares Kate Winslet e a Tilda Swinton, - com sua comemoração espontânea e feliz ao ver a conquista da Fernanda Torres. 
Uma vitória para todos os brasileiros que não são acostumados a torcer para os seus. Sempre cuja atitude é a permanência de se manter indiferente ao sucesso alheio. uma marca sombria da nossa brasilidade, mas ontem foi diferente.
Uma vitória feminina ! "A arte é feminina ! " - palavras do ator Antonio Calloni - e, para acessa-la precisa-se de anima e se despor de qualquer ego para compreender e transmiti-la como foi o caso do filme do Waltinho.
Esse prêmio lavou a alma dos brasileiros que há anos não são prestigiados no cenário de interpretação mundial, mesmo nós possuindo uma fábrica de maiores atores e entretenimento. E donos da quarta maior cadeira televisiva do mundo. 
Estamos furando a bolha ou ao menos tentando com a esperança de não sermos tão esquecidos e subestimandos, mesmo fazendo parte de outra bolha que é o audiovisual brasileiro. Mas é necessário sair da bolha para fura-la novamente. Quando falo bolha, cito Walter Salles como herdeiro do banco Itaú, que também tem a sua turma no audiovisual e já o critiquei aqui em outro artigo. 
Sobre o reconhecimento brasileiro no Globo de Ouro, devemos aplaudi-lo e reverenciar, pois estamos indo além dos campos de futebol, até porque já tem tempo que o Brasil e o seu futebol masculino não nos orgulha, mas a Rebeca Andrade na ginástica sim e claro guerrilheiras do futebol feminino, sem a quantidade de incentivo financeiro que o futebol masculino recebe.
Em tempos desesperanços de desastres ambientais e mudanças climáticas, guerras e rumores de terceira guerra mundial. O filme "Ainda estou aqui"  fala sobre a ditadura militar brasileira, monopólio dos militares que sempre foi apoiada pela classe média brasileira e com isso decidem erroneamente o curso do nosso país.
Aproveitando o gancho da esperança, ou a falta dela, a referência positiva é a Fernanda Montenegro que na verdade se chama Arlette Pinheiro Monteiro Torres. Costuma dizer que o mal do brasileiro é ter esperança. E ela teve com sua filha 25 anos após o seu prêmio.
Agora, sendo imparcial nesse aspecto de sensibilidade feminina, vale saber que essa elite artística financia seus projetos por ter sua "própria bolha" e tem um banco como Itaú privado com outras empresas federais que apoiam financiando sem titubear os projetos quando são estrelados por talentosos Montenegros e também Torres, que nesse caso merecidamente levou para casa essa estatueta que já deveria ter sido do Brasil anos atrás.
A Nanda, o Selton com Waltinho ascenderam nós brasileiros, e precisamos entender a importância desse filme como a função de toda obra artística que visa levar uma mensagem para quem assiste tal obra.Não sabemos se haverá outros mártires, ou intervenção militar por tentativa de golpe de estado como descobrimos mês passado por parte do Exército Brasileiro e o ex-presidente fascista.
Mas há um inimigo, ou melhor um pronome feminino. Discreta, com recursos insondáveis que fogem da compreensão humana e ela está mais perto do que você imagina. Distorcendo sua imagem, sua capacidade cognitiva, afastando pessoas e falsamente aproximando outras  Ela é como um mar, profunda e com misterios ainda não descobertos, que sai monstros nunca vistos e que aprisionam sua mente de modo silencioso. Hoje podemos desliga-la, mas no futuro que inclusive já chegou, não mais.
Ela.. ela é A tecnologia. E a sua ditadura é cibernética.


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