"CPI da Selfie e do Bom xibom, xibom, bombom"
O assunto postado, repostado, opinado e questionado essa semana foi na esfera digital e de cunho jurídico para atual geração que pouco se interessa para saber as funções dos poderes e da democracia, o sistema no qual eles receberam sem esforço algum por seus ancestrais. Para inicar o Blog preciso ambientar o termo e seu significado para não haver dúvidas e argumentos pedantes como : "Joga quem quer".
A Comissão Parlamentar de Inquerito a CPI, é uma das formas de o Poder Legislativo exercer sua função fiscalizadora. São criadas por Ato do Presidente para apurar fato determinado, mediante requerimento de pelo menos um terço dos parlamentares. A CPI das Bets investiga a promoção de jogos de azar online feita por influenciadores digitais. Uma prática que é considerada problemática, especialmente porque muitos dos seguidores são menores de idade ou pessoas vulneráveis a problemas com jogos. Além disso, também investiga eventuais irregularidades nos contratos de publicidade, que seriam atrelados ao quanto os apostadores perdem.
A influenciadora Virgínia, durante a sessão disse "que nunca se arrependeu de nada que fez na vida e que iria chegar em casa e pensar."
Não sei se foi isso ou o fato do Senador "Cleitinho" do Republicano pedir para tirar selfie com ela, foi o que mais me chocou maior absurdo nesse país que desde os primórdios tem sido uma vergonha. E a CPI das Bets continuará na investigação, seguindo em sigilo e ouvindo outros representantes irresponsáveis, chamados de influencers, nesse caso fique bem claro, influencia negativa.
O lado bom de tudo isso, que essa moça que deu depoimento perdeu 500.000 seguidores. Um número irrisório, pois é muito pouco para uma sociedade que com advento da globalização e a informação. Deveria ter sobre a conscientização de um jogo extremamente nocivo para um país de terceiro mundo como o Brasil que nega a educação desde sempre. Fazendo pior, incentivanto livremente sem impunidade jogos de azar, cultivando a utopia para mudar a sorte de brasileiros que sonham em ter sua vida transformasa da noite para o dia com tais jogatinas.
O indivíduo não possui educação e consciência ao perceber que ele é um fantoche para empresários, políticos e influenciadores que em confluência seguem os fazendo dançar a melodia da Canção das Meninas de 1999:
"Analisando essa cadeia hereditária , quero me livrar dessa situação precária. onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre, E o motivo todo mundo já conhece é que o de cima sobre e o de baixo desce " Bom xibom xibom, bombom."
A influenciadora negou irregularidades e disse que sempre alertou o público sobre o riscos das apostas.
E nisso ela segue justificada... - Brasil, é isso mesmo ? "Você mostrou a sua cara". Em plena era do 'Vale Tudo'. Uma irresponsável sai de cabeça erguida ? - Francamente...
Eu não tenho 50 milhões de seguidores, não sou querido por boa parte dessa geração alienada, não tenho ainda os patrocinadores e quiçá métricas milionárias para o meu Canal.
Mas há um fato curioso... Eu recebo há anos todos os dias e-mails, propostas e, castings para publicidade de "Casa de Apostas".
Ainda bem que não conselhos de amigos para eu me vincular as platafornas de apostas pelo menos no início de outros patrocinadores até o meu canal ganhar outros patrocinadores. Afinal todos sabem que não barganho meus valores, ou pelo menos, por tão pouco. Como foi o caso da milionária que citei no texto que nesse contrato chegou a receber milhões, mas ainda sim é muito pouco para a falta de credibilidade e consciência que ela barganhou e influenciou milhares de trabalhadores que diferente dela trabalha o mês inteiro batendo ponto, com seu tempo roubado por poucas real hora trabalhada e ouvindo abusos de seus chefes, para não perder o estimado "emprego" como vassalo.
Mas essa responsabilidade é com a minha consciência e os quase 10 mil seguidores que conquistei com galhardia há anos sem barganhar como citei. Essa consciência que me faz prosseguir de modo modesto, mas limpo e sem me vender por muito pouco.
E posso dormir no meu travesseiro tranquilamente, sabendo que não contribuí com jogos de azar, pois sou de um pais cuja a cultura é a exploração do proletariado, e negacionista da educação. Eu seria insônia se eu seguisse fomentando a prisão de muros e algemas invisíveis que o nosso pais vem construindo nas divisões de classes sociais desde a seu 'achamento', a 500 anos.
Blog Momento de Expressão com Bruno Finazzi
Comentários
Postar um comentário